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Conheça mais sobre vieses inconscientes e como ele afeta profissionais de RH e pessoas

Mudanças no RH são necessárias, e foi pensando nisso e na necessidade de despertar um novo olhar nas pessoas que no CONARH de 2018, um dos representantes de Marketing e do Grupo de Diversidade da VAGAS.com, Leonardo Vicente, apresentou  uma palestra ao público de RH denominada“Vieses- a batalha das empresas e dos profissionais de RH contra o nosso cérebro precisa começar”.

Esse é um tema que impacta todas as pessoas como indivíduos e principalmente como sociedade, e a missão do Léo no evento foi trazer a reflexão de que o cérebro não é tão perfeito quanto parece. Entenda o porquê:

As pessoas recebem ao longo do dia o equivalente 34 gb de informação, seja por tablets, smartphones, reuniões, TV ou qualquer outra fonte de informação. E o cérebro, mesmo que bem intencionado e focado em eficiência, vai criando ao longo da vida dos seres humanos padrões e conexões entre uma coisa e outra, armazenando tudo isso em uma área que está fora do nível de consciência e gera o chamado viés inconsciente.

O viés inconsciente consiste em um conjunto de estereótipos criados sob grupos de pessoas a partir das suas vivências. Isso faz com que uma parte que armazena esse espaço no cérebro crie áreas mal concebidas e pré-conceitos, despertando sentimentos que às vezes não são desejados por cada indivíduo.

Veja um exemplo destacado na palestra:

Rodrigo é um pediatra qualificado e tem o corpo todo tatuado porque gosta e faz parte do seu estilo. Então se uma pessoa que criou determinados padrões sobre pessoas tatuadas, descobrir que ele vai ficar responsável pela saúde dos seus filhos ou sobrinhos, ela pode sentir algo estranho porque, talvez, isso simplesmente não se conecte com as associações que o cérebro criou com relação a um pediatra.

Principais características do viés inconsciente

  • São associações imediatas;
  • Acontecem sem o nosso conhecimento;
  • Não tem nada a ver com caráter;
  • Podem representar o oposto das nossas crenças e valores.

Mas isso acontece com todos?

Você pode achar que não faz parte dessa fatia de pessoas que possuem conceitos definidos previamente, mas é aí que se engana. A comunidade científica vem descobrindo que infelizmente todo mundo possui algum tipo de viés inconsciente.

Sobre o tema, o Léo recomenda a leitura do livro “Blind Spot”, escrito pela psicóloga social Mahzarin Banaji, professora de Harvad, em parceria com o autor Greenwald.

No livro, eles exploram os vieses escondidos que são carregados durante a vida, além de fazerem experimentos com grupos sociais focados em idade, gênero, etnia, raça, religião, classe social, sexualidade, entre outros. Tudo isso a fim de detectar os seus julgamentos sobre o caráter das pessoas considerando diferentes cenários.

O impacto dos vieses nas empresas

Se o viés já faz parte de toda a sociedade, o julgamento também é feito quando funcionários(as) avaliam ideias ou projetos vindos de outras pessoas.

Esse mesmo impacto também acontece na etapa de contratação de profissionais. Segundo a “National Bureau of Economic Research”, organização americana privada de pesquisa sem fins lucrativos, em um estudo sobre currículos, descobriram que nomes “afroamericanos” precisam enviar 2x mais currículos até receberem o primeiro convite para entrevistas. É triste, mas infelizmente é a realidade.

Muitas vezes, durante os processos seletivos, os vieses estão presentes nas pessoas que conduzem as entrevistas, em situações como:

“Ela é ótima, mas esse cargo exige que a pessoa faça muitas viagens. Ela acabou de ter filho, não será bom para ela.”

Outros dados importantes extraídos da Exame, Forbes e Instituto Ethos, apresentam o impacto desses vieses para a sociedade: 27% dos cargos de liderança são ocupados por mulheres, 5% das empresas da Fortune 500 possuem mulheres como CEO e ½ negros recebem um pouco mais da metade do salário de um branco em relação a mesma posição.

O cérebro faz rapidamente associações, que embora não sejam desejadas, acabam acontecendo. Isso impacta no negócio, nos dados, nos algoritmos e em muitos outros cenários.

Mas aí vem a pergunta: há uma solução para desconstruir essas opiniões?

A saída para “reprogramar” o cérebro

O primeiro passo para a evolução como pessoas, profissionais, sociedade e, principalmente, para começar a enxergar o mundo de uma forma diferente é ter a consciência de que sim, existe um problema!

Essa é a batalha contra o cérebro e todos os vieses inconscientes. Com todas essas conexões imediatas, o cérebro passa a entender alguns padrões como incorretos e com o tempo, novas formas de pensar e agir vão se formando e ganhando cada vez mais força. Na neurociência, esse termo é chamado de Neuroplasticidade, que é a capacidade que o cérebro tem de se reprogramar.

Atualmente, a consciência das pessoas e essa luta para que esses vieses sejam cada vez menores na rotina de vida e no trabalho vem sido constantes, mas ainda há muito o que evoluir. Essa é uma excelente oportunidade para reprogramar seus vieses e possibilitar que o mundo possa ser visto de outra forma.

Aproveite para explorar ainda mais sobre questões de diversidade, aqui no blog do VAGAS for business.

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