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Mais do que dominar habilidades técnicas, profissionais do futuro serão escolhidos pelo comportamento

Vivemos uma nova era guiada por máquinas, torrentes de dados e inteligência artificial, o que nos obriga a entender a realidade digital. Como não poderia ser diferente, a Quarta Revolução Industrial marca presença também no mundo do trabalho e reforça a necessidade de apuramento das soft skills do futuro.

Pesquisa divulgada pela IBM, organização norte-americana de informática, realizada em 50 países com 5.800 executivos, aponta que, nos próximos três anos, 120 milhões de profissionais precisarão se recapacitar para atuar nos novos ambientes digitais. Ao contrário do que pode parecer, o maior desafio está na ausência de habilidades comportamentais por parte dos candidatos.

Josh Bersin, analista industrial e especialista em RH mundialmente conhecido, avaliou com propriedade a questão em seu artigo sobre competências do futuro. Saiba mais:

Gap das soft skills do futuro

O especialista alerta que, embora grande parte dos CEOs esteja preocupada com a baixa oferta de pessoal com habilidades digitais satisfatórias, o problema está relacionado às soft skills. As competências digitais podem ser ensinadas rapidamente e essa é uma boa notícia.

Diretores de RH revelaram ainda que a maioria dos profissionais sai da faculdade preparada digitalmente para as demandas do mercado. Ou seja, o que a força de trabalho atual necessita, de fato, é de habilidades, como trabalho em equipe, compreensão de negócios e liderança.

No contexto atual, as companhias querem encontrar candidatos que tenham flexibilidade para mudanças constantes, habilidades para gerenciar o tempo e as tarefas, saibam colaborar com o time e entendam como transmitir suas ideias de modo convincente.

Essas soft skills do futuro são essencialmente humanas e não podem ser executadas por máquinas. Outro ponto importante do estudo da IBM indica que, em 2014, as organizações levavam três dias para desenvolver as novas habilidades necessárias e que, hoje, essa estimativa passou para 36 dias, em média, tempo dez vezes maior.

Ondas de mudanças

Inseridas nessa onda, Bersin destaca que as mudanças já estão ocorrendo e transformando os profissionais. Mesmo os cientistas de dados estão se tornando mais híbridos, tendo de ir além da interpretação de informações e consultando clientes internos e comunicando suas ideias de maneira convincente.

Sendo assim, a área de RH precisa se adaptar e ter também, conhecimentos em tecnologia, economia, ciência do comportamento e negócios. Além de olhar para si próprios, os recrutadores devem desenvolver estratégias para atrair e capacitar os melhores talentos.

Oferecer treinamento digital para os empregados não está nem perto de ser suficiente. É essencial proporcionar desenvolvimento de capacidades, incluindo autogerenciamento e flexibilidade. Novos tempos demandam novos profissionais e o RH necessita acompanhar essa revolução.

Quer saber mais sobre novas tendências para recrutamento? Então, descubra porque a avaliação comportamental é importante.