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Cabe ao RH ficar atento às agitações sociais dentro e fora das organizações

Um tsunami de mudanças adentrou os muros das organizações e, consequentemente, o trabalho da área de Recursos Humanos nos últimos anos. Tecnologias inovadoras tornaram o ambiente de trabalho mais estratégico e digital. O ingresso de novas gerações no mercado profissional trouxe um olhar diferente ao conceito de trabalho. Isso sem falar das mudanças de ordem social, como a economia compartilhada e a visão mais inclusiva, que alteraram o DNA do mundo corporativo.

É nesse caldeirão de revoluções que a área de gestão de pessoas está inserida. E como o capital humano é a força motriz de qualquer empresa, cabe ao RH moldar as práticas organizacionais para esses novos tempos. E por que também não ditar tendências de dentro para fora das organizações?

Novas gerações

A primeira questão que a área de gestão de pessoas deve estar atenta é à mescla geracional nas organizações. Os baby boomers estão saindo lentamente de cena e a geração do milênio está assumindo o controle da força de trabalho.
Estima-se que 50% dos trabalhadores atuais nasceram entre 1981 e 1997. À medida que essa nova geração deixa sua marca, os empregadores enfrentam um desafio recente: como atender às aspirações dos millenials e também da geração Z, nascidos no fim do século 20 e início do 21?

Essas pessoas veem o mundo de forma totalmente diferente a de seus antecessores. Se no passado, os profissionais eram atraídos com a promessa de bons salários e benefícios, hoje, são motivados por propósito, valores e autonomia no trabalho. E cabe ao RH fazer a leitura do atual cenário ao tratar da gestão de pessoas.

Novas profissões

Por exemplo, há pouco tempo sequer existiam funções como diretor de felicidade ou head de diversidade. Hoje, muitas empresas listadas entre as 500 maiores corporações mundiais apostam nessas profissões. São atividades diretamente ligadas às métricas do RH que começaram a impactar os negócios devido a esse novo cenário de oportunidades.

Enquanto o primeiro visa o bem-estar dos funcionários, incentivando a colaboração e a busca por uma vida mais saudável, o diretor de diversidade observa se a empresa está contratando pessoas de diferentes gêneros, raças e origens, garantindo uma força de trabalho plural para vender produtos e serviços para os mais variados públicos.

Por um mundo mais sustentável

O RH também pode ajudar a melhorar o nosso ecossistema, a partir do momento em que incentiva práticas de uso mais consciente. Iniciativas como redução ou, melhor ainda, eliminação do uso de papel, digitalização de arquivos, incentivo ao e-learning em substituição a treinamentos presenciais, e conscientização dos funcionários em relação à utilização de recursos, como energia e água, estão diretamente relacionadas à promoção da sustentabilidade.

E por que não promover o censo de coletividade dentro das organizações? Sim, essa já é a realidade de muitos RH por aí. Na Danone, por exemplo, foi a área de gestão de pessoas que reverberou a essência de um manifesto lançado, em 2015, pelo presidente mundial da marca de alimentos, Emmanuel Faber.

No documento, a empresa se compromete com uma série de responsabilidades, como “permanecer unidos por um planeta saudável” e “dedicar energias para proteger e preservar a abundância da vida”. E o ativismo no mundo corporativo não é apenas mais uma propaganda. O propósito defendido por uma empresa precisa ser vivenciado na prática, do contrário, clientes e colaboradores podem relegar a marca ao ostracismo.

Um propósito para a vida

Quando as pessoas se sentem conectadas no local de trabalho e unidas em seus objetivos, é mais fácil cumprir prazos e metas, individuais e coletivas. Foi o que descobriu um estudo da consultoria EY.

De acordo com o levantamento, quando uma empresa deixa claro o seu propósito e o coloca em prática, a disposição dos funcionários em permanecer na empresa é três vezes maior e o retorno financeiro dela se eleva em dez vezes frente às concorrentes que não investem nessa prática.

Há tantos detalhes nos quais as empresas podem apostar, tendo a mentoria do RH, não apenas para serem produtivas, mas também diversas, sustentáveis, conscientes e responsáveis. Reciclar, reduzir o desperdício de recursos, arrecadar fundos para a comunidade, considerar a diversidade e respeitar as escolhas individuais dos colaboradores são pequenos passos para obter grandes resultados.