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As hierarquias e os organogramas de muitas organizações dificultam o trabalho fluído em ambientes complexos. Saiba como sair dessa situação fomentando as lideranças informais.

Na tarde de 5 de agosto de 2010, mais de 700 mil toneladas de rocha desabaram, repentinamente, bloqueando a passagem central para os túneis da mina de cobre e ouro de San José, no Deserto de Atacama (Chile). Ali, começava a saga pela sobrevivência de 33 mineiros, conhecido posteriormente como Los 33, que trabalhavam no subsolo da mina no momento que o desastre ocorreu. As chances de resgatá-los, num primeiro momento, não passavam de 1%. Era preciso uma forte liderança para tornar o improvável em realidade.

O caos foi instalado em San José. Equipes de resgates foram enviadas à entrada da mina.   Enquanto isso, no subsolo, os mineiros presos enfrentavam os desafios físicos e psicológicos da sobrevivência. Para prosperar em ambientes caóticos, as equipes precisam de realismo e esperança. As lideranças formais em colaboração com as lideranças informais promoveram esse contexto no caso dos Los 33. Resultado: todos foram resgatados com vida.

Embora diferentes em detalhes, os desafios enfrentados pela liderança da equipe de resgate de San José se assemelham aos que os executivos enfrentam com frequência no atual ambiente de negócios turbulento. Essa comparação foi até objeto de estudo da Escola de Harvard.

Como destacado no estudo, num ambiente complexo os riscos podem ser mal compreendidos e as oportunidades difíceis de decifrar. O passado fornece pouca orientação sobre o que funcionará no futuro, e os executivos devem aprender rapidamente a executar novas tarefas. Nesse ambiente hostil a colaboração é fundamental.

Acontece que a maioria das empresas, hoje, é organizada por áreas de negócios e por organogramas hierárquicos, que não facilitam a colaboração entre equipes nem entre indivíduos das próprias áreas. É o que revela o estudo Organization Network Analysis (ONA) conduzido pela Delloite.

“Em vez de estimular uma colaboração frutífera, as hierarquias e organogramas podem inchar, desalinhar e paralisar as lideranças política da organização”, destaca o levantamento. A pesquisa ressalta que há lideranças informais que podem ser o elo entre áreas e indivíduos dentro de uma organização. É possível, com a ajuda desses “nós e laços”, como são chamados no estudo, moldar a estratégia de negócios que maximiza a troca orgânica de informações, ajudando a organização a se tornar mais sustentável e eficaz.

Ter líderes situacionais é extremamente importante, independente do contexto. Alguém que saiba inspirar e conduzir situações, como a mencionada no início do artigo, faz toda a diferença. Por isso, a equipe do VAGAS for business irá explorar um pouco mais sobre o assunto

Nos próximos artigos abordaremos com mais profundidade ideias levantadas no ONA, indicando o perfil de cada uma dessas lideranças na organização e como defini-las.