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Para obter sucesso nos negócios, considere a falha como um processo de aprendizado na gestão de desempenho

Para ter uma gestão de desempenho de sucesso, a cultura organizacional deve pregar a tolerância zero ao erro, certo? Isso é o que os manuais antigos de práticas de administração apregoavam, mas muitas invenções ou descobertas que hoje facilitam o nosso dia a dia tiveram origem a partir de um erro. Foram os casos do famoso post-it, do micro-ondas e da penicilina.

Embora, historicamente, a educação formal tenha olhado para as falhas como algo negativo, que deve ser penalizado, estudos indicam que essa visão atrapalha o nível de desenvolvimento da inovação. É o que defende a professora de liderança de Harvard, Amy Edmondson. “A sabedoria de aprender com o fracasso é incontestável. No entanto, as organizações que fazem isso bem são extraordinariamente raras”, afirma a estudiosa em artigo publicado na Harvard Business Review.

Ela explica que as empresas que punem erros se afastam da inovação, porque o processo de inovar passa, muitas vezes, pelas falhas. Outro malefício, segundo Amy, ao colocar as imprecisões para debaixo do tapete, é ver as equipes replicá-las. “Quando uma falha é ocultada ou não é discutida, outras pessoas correm o risco de repetir exatamente os mesmos erros. Qual é o resultado disso?”, questiona.

Medo de falhar nos negócios

Em outro estudo, também da Harvard Business Review, Doug Sundheim, especialista em liderança e estratégia, narrou um case que vivenciou no qual os líderes seniores de uma empresa defendiam que teriam de inovar ou perderiam a posição para os concorrentes. As pessoas sabiam o que tinham de fazer para abrir novos mercados, mas não avançavam, pois algo freava a inovação.

A solução de Sundheim para reverter esse quadro foi que a organização avaliasse a forma como tratava seus lapsos. “Os esforços de inovação são arriscados e podem (por definição) falhar. E o fracasso é algo que pode não ser bem encarado por todos”, disse o consultor. “Se você ainda não descobriu como lidar com o fracasso, não haverá inovação.”, completa. Ela defende o erro também como parte do aprendizado e como ferramenta de gestão de desempenho.

No livro Empreendedores: o medo do fracasso, Jon Loomer destaca que as pessoas, em geral, não têm necessariamente medo de “fracassar” “ou cometer um erro”, mas do “constrangimento público”. Ou seja, receio de alguém apontar o dedo e dizer que a pessoa falhou. Esse, possivelmente, era o freio dos líderes no case estudado por Sundheim.

Falar abertamente sobre as falhas melhora a gestão de desempenho

O medo de falhar pode distrair as equipes dos objetivos de negócios. Para evitar essa paralisia coletiva, a organização deve incentivar um ambiente onde os desacertos não sejam punidos, nem escondidos. Seres humanos são passíveis de equívocos e muitos deles conduzem a ideias incríveis. Para tanto, separamos algumas dicas para gerir sua equipe e alcançar o sucesso no negócio:

Foco no crescimento

As pessoas mais bem-sucedidas dirão que tiveram mais falhas do que sucessos, mas que foi assim que se tornaram tão vencedoras. Não repreenda a sua equipe quando algum membro cometer um erro. Em vez disso, veja o equívoco como uma oportunidade para aprender e crescer. Afinal, celebrar o sucesso é parte importante na retenção de talentos.

Exclua o medo

Quem não tem medo de falhar em virtude do que as outras pessoas podem pensar? O ideal é incentivar a equipe a deixar de lado esse hábito também. Os inventores de algumas das maiores genialidades de nosso tempo foram ridicularizados inicialmente, mas isso não os impediu de seguirem com suas ideias.

Peça colaboração

Incentive a sua equipe à colaboração e que os profissionais peçam ajuda a seus pares. Às vezes, a ideia para um novo produto ou uma maneira diferente de se trabalhar está encubada, esperando apenas um empurrão e novas visões para deslanchar.