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Veja a transformação do futuro do trabalho a partir da adoção de novas tecnologias e como as empresas e o RH podem se preparar para essas demandas da Indústria 4.0

Sobre o futuro do trabalho: a organização taylorista, na qual todos têm uma função claramente definida e atribuída, dentro do horário prefixado do expediente, está ficando para trás. Com o advento das novas tecnologias, conceitos, como horário e local fixos de trabalho, ficaram obsoletos. As tarefas funcionais estão sendo remodeladas e a descrição de cargos e carreiras, no modelo de gestão vertical, devem, em breve, sofrer grandes alterações. Isto é o que indica um estudo recente da Accenture conduzido com mais de mil executivos e 14 mil trabalhadores.

O levantamento sugere que novas tecnologias, em especial, a inteligência artificial (IA), trará mudanças significativas nas tarefas diárias, redefinindo ou redesenhando os trabalhos atuais. Quase metade dos executivos que responderam à pesquisa (46%) disse que “as descrições de cargos tradicionais são obsoletas à medida que as máquinas assumem tarefas rotineiras e que as pessoas passam para trabalhos baseados em projetos”. E quase um terço dos executivos (29%) de empresas que são hard users de IA relatam que já redesenharam o trabalho de muitos colaboradores.

Novas e velhas funções

Na manufatura, por exemplo, é esperado um declínio no número de vagas para o chão de fábrica, como montagem e inspeção de qualidade. Essas atividades serão exercidas por colaboradores feitos de aço. Mas, por outro lado, haverá um redesenho de atividades correlatas. O técnico de manutenção de fábrica não será mais o funcionário que fisicamente removerá a peça com defeito e a substituirá por uma nova. No redesenho dessa atividade, o profissional responsável pela manutenção da fábrica analisará os dados de todas as máquinas 4.0 da organização transmitidos via IoT (Internet das Coisas), e, preventivamente, sugerirá a substituição de componentes, o que pode ser feito também por uma máquina coordenada por ele do conforto de sua casa via realidade virtual e aumentada.

Para esses novos tempos, portanto, diagnostica o estudo, que trabalhar em colaboração com a máquina é um dos drivers para remodelar os atuais empregos. Todavia, como o assunto ainda é tabu em muitas corporações, pessoas e organizações estão perdendo o timing dessa revolução. Em média, os líderes consideram que apenas um quarto (26%) de sua força de trabalho está “pronta para a adoção da IA” e citam a resistência dos colaboradores como um obstáculo-chave. No entanto, do ponto de vista dos trabalhadores, 68% acreditam estar altamente qualificados e 67% consideram importante desenvolver suas próprias habilidades para trabalhar com máquinas inteligentes.

Dicas de como redesenhar sua força de trabalho

Ter pessoas com habilidades adequadas no momento de curva de aquisição de novas tecnologias será fundamental para o crescimento dos negócios. Por isso, a área de gestão de pessoas precisa se preparar para esse movimento. Selecionamos aqui algumas dicas de como se adiantar a essa demanda na sua organização:

  1.     Liste tarefas necessárias para remodelar sua companhia dentro dos conceitos da Quarta Revolução Industrial;
  2.     Mapeie as habilidades presentes na sua atual força de trabalho;
  3.     Se há lacunas entre habilidades requeridas para o futuro próximo e as de seus atuais colaboradores, é preciso saber se a organização treinará os funcionários e/ou os demitirá e contratará novos talentos;
  4.     Crie processos flexíveis e gerencie a força de trabalho para apoiar tanto o atual core business como as futuras novas demandas da empresa;
  5.     Promova um novo DNA de liderança. Cultive líderes em todos os níveis para ajudar a dinamizar a força de trabalho e alcançar novos modelos de crescimento. Há casos em que empresas trazem para o board conselheiros com DNA digital, o que ajuda no processo de transformação digital da organização.

Em 1930, o economista John Maynard Keynes previu que, no início do século 21, os avanços tecnológicos levariam a uma “era de lazer e abundância”, na qual as pessoas poderiam trabalhar 15 horas por semana. Ainda estamos longe dessa realidade, mas seguimos rumo a uma economia mais brainpower do que manpower.

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