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confira o quarto artigo sobre diversidade e inclusão de LGBTs

Nos artigos anteriores, pudemos contar um pouco sobre discriminação e receios da comunidade LGBT em relação ao mercado de trabalho. Mas há um ponto importante que deve ser olhado com muita atenção, a inclusão de profissionais transexuais nas nas empresas.

Cenário

Para entender o porquê da necessidade de elaborarmos um artigo focado especialmente nos transexuais, um dado muito importante a ser compartilhado é que 90% dos trans no Brasil acabam recorrendo à prostituição por falta de uma oportunidade dentro do mercado de trabalho, segundo matéria divulgada no Correio Braziliense.

E tudo isso já vem como uma consequência de um grupo, que em maioria, é desfavorecido em grande parte da sua história, considerando que não possui uma estrutura e nem o apoio das suas famílias. Além disso, muitas dessas pessoas não conseguem nem ter nem estudo para se qualificarem e prepararem e ingressarem ao mundo corporativo, sem contar que muitas tem que se tratar por traumas sofridos como consequência do preconceito.

Empresas

Ainda é baixo o número de empresas que buscam incluir profissionais trans em seu planejamento de recrutamento e seleção. Além disso, há uma grande reclamação por parte das organizações sobre a falta de qualificação desses profissionais.

O que elas não entendem é exatamente o contexto explicado anteriormente. Como você espera que uma pessoa rejeitada pela família, que sofre preconceitos diários na rua, que enfrenta grandes barreiras, inclusive dentro das escolas, não chegando nem a cursarem universidades, seja qualificada?

Aqui volta a importância em se ter empatia e humanidade. Abra as portas para a diversidade, para pessoas com vivências totalmente diferentes das dos funcionários que você já possui dentro da sua empresa. Abra as portas para a evolução e para um departamento de R&S mais humano, que olha para o todo e sabe a importância de dar oportunidades.

Capacite esses profissionais, com certeza eles darão muito mais valor na empresa e farão parte do time dos que “vestem a camisa”.

Outra questão que gera um impeditivo na contratação de profissionais é a questão de não desejarem contratá-los considerando a questão de identidade de gênero. Pode parecer absurdo, mas ainda acontece exponencialmente. É o que alega a coordenadora-geral de promoção dos direitos de lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República, Marina Reidel, segundo fonte do G1.

Como lidar

Se você não se sente preparado(a) para contratar esses profissionais, busque consultorias no mercado que possam te ajudar com essa questão. Algumas apoiam inclusive na capacitação do seu time para chegar até esses profissionais. 

Além disso, mude o mindset de pessoas que ainda não olham para a diversidade da forma que deveriam. Esse é um grande e importante passo!

 

Acolhimento pós contratação

Saber acolher a diversidade também é algo de suma importância. Crie um ambiente acolhedor para um trans. Ele deve ter o nome social em seu crachá, utilizar o banheiro que se sente confortável e poder viver a sua essência dentro do ambiente de trabalho. Se não for para ser assim, saiba que por mais difícil que seja para esses profissionais encontrarem um emprego, eles irão recusar o convite para fazerem parte do seu time.

Capacite também todos os funcionários para saberem a não terem vieses inconscientes ou até mesmo não serem preconceituosos. Essa luta tem que ser de todos.

Este artigo foi uma breve forma de contextualizar sobre a inclusão de transexuais no mercado de trabalho. Em breve, traremos novas informações e uma entrevista muito relevante sobre o assunto, aguarde!