Como manter quatro gerações em perfeita harmonia na era digital

É muito comum observar hoje nas empresas pessoas de quatro gerações distintas trabalhando na mesma organização. Enquanto as gerações Y e Z nadam de braçada na onda digital, a geração X e os Baby Boomers ajudam em decisões que exigem mais maturidade e inteligência emocional.

Acontece que esse cenário de diversidade etária está prestes a acabar. Alguns boomers, pessoas nascidas entre 1946 e 1964, estão saindo do mercado de trabalho. À medida que se aproximam da idade da aposentadoria, suas prioridades mudam de orientadas para o trabalho para orientadas à família.

A principal preocupação dessa força de trabalho é garantir o equilíbrio entre vida profissional e pessoal. Para esse novo momento, altos cargos e remuneração não são suficientes para atrair e reter esses talentos; novas estratégias e benefícios são fundamentais para conversar com esse novo público.

Saída dos Baby Boomers no mercado de trabalho

As organizações reconhecem que a perda da mão de obra dos baby boomers causa tensão nos negócios. Como a maioria da geração ocupa atualmente postos de liderança, há um entrave, num primeiro momento, para o crescimento de empresas.

Um estudo da Society for Human Resource Management (SRHM) descobriu que pelo menos 40% das organizações não têm um plano de sucessão para seus executivos aposentados. Como resultado, grandes empresas com IPO aberto demonstraram perdas de até US$ 1,8 bilhão para os acionistas enquanto procuravam um novo CEO.

Interessante observar que o envelhecimento do capital humano não deveria ser uma surpresa e, no entanto, muitas empresas ainda não estão preparadas para a saída de seus principais líderes do mercado de trabalho.

Como manter os Baby boomers?

Ao juntar a inabilidade das organizações de se preparar para o futuro ao envelhecimento etário da população, chegamos num dilema que as empresas precisam decifrar rapidamente: como aumentar ou até manter a produtividade nesse ritmo de mudanças? Há como manter a força de trabalho madura nas empresas, para que todo esse conhecimento não seja desperdiçado, e, ao mesmo tempo, preparar as demais gerações para cargos de decisão?

Sim, e o segredo para essa harmonização acontecer é flexibilizar as relações de trabalho. Parece até contraditório, mas os Baby Boomers estão se beneficiando das revoluções induzidas pelas gerações Y e Z no ambiente de trabalho.

Comando e controle

Em pensar que essa geração, que surgiu logo após a Segunda Guerra Mundial, foi educada com rigidez, adaptando-se facilmente às regras impostas pelos pais, pela escola e pela sociedade. E foi com essa educação que eles seguiram para o mercado de trabalho, obedecendo as regras de comando e controle das organizações.

E agora para mantê-los nas empresas é preciso muito mais do que cargos, salários e hierarquias. Por isso, os empregadores começam a implementar horários de trabalho mais flexíveis e cargos diferenciados, mantendo-os como conselheiros ou mentores de jovens talentos.

Importante ressaltar que os baby boomers preferem ser reconhecidos mais pela experiência do que pela capacidade de inovação, por isso esse tipo de função é perfeita para a geração pós Segunda Guerra Mundial.

Divisão geracional

Outra dica para manter o conhecimento dos baby boomers na sua organização é parar de pensar em termos geracionais. Conceitos pré-estabelecidos como dizer que eles são tecnofóbicos, só os afugentam das organizações.

Eles podem não se adaptar ao mundo digital tão fácil como as novas gerações, mas desejam um ambiente para compartilhar seus conhecimentos e habilidades; e também esperam o mesmo dos mais jovens.

Enquanto nos preparamos para o tsunami de prata, termo cunhado para o envelhecimento da população, é fundamental que reconheçamos que tendências e estereótipos de gerações nem sempre refletem a verdade completa.

Ao facilitar a transferência de conhecimento e a construção de relacionamentos entre os baby boomers e as gerações futuras, os locais de trabalho podem manter o sucesso enquanto olham para o futuro.

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