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Os líderes e o RH devem construir juntos, e com ajuda da tecnologia, uma dinâmica da gestão de talentos

Depois do vapor, da eletricidade e da automação, agora, é a vez da conexão. No momento, estamos em uma fase de transição da Terceira para a Quarta Revolução Industrial, também conhecida como Indústria 4.0. A fusão das tecnologias digitais, físicas e biológicas servirá para elevar o trabalho e a cognição humana. Isso significa que os líderes, em conjunto com seus pares de RH, precisam fazer uma gestão de talentos mais humanizada, ajudando a desenvolver modelos de formação acadêmica para trabalhar com — e em colaboração de — máquinas cada vez mais capazes, conectadas e inteligentes.

Não se trata de um cenário ser humano versus robô, mas, sim, de homens e máquinas dividindo o mesmo ambiente de trabalho. Esse avanço tecnológico claramente provoca uma transformação no mundo corporativo. Com funções cada vez mais cognitivas e criativas, os profissionais têm uma perspectiva de desenvolvimento de carreira mais bem definida. Eles buscam por empregos com mais propósito e equilíbrio em relação a seus desejos pessoais.

Questões geracionais

Soma-se a isso a diversidade de gerações dentro das organizações: baby boomers, geração X, millennials e nativos digitais, sendo que os últimos estão ingressando agora no mercado de trabalho. Essas gerações têm prioridades e objetivos variados, cabendo aos empregadores gerenciar suas diferentes expectativas. Este é definitivamente o fim da política única de gestão de talentos para todos os colaboradores. Será preciso investir em uma experiência do empregado customizada por funcionário para atrair e reter os melhores profissionais.

Nesse contexto, os líderes e o RH devem construir juntos uma dinâmica de gestão de talentos que responda prontamente aos anseios da nova força de trabalho que ingressa no mercado, bem como dos profissionais que se reinventaram nesse processo. Isso tudo sem deixar de observar os indicadores do crescimento do negócio da organização.

Experiência do funcionário

No entanto, os indicadores mostram que as empresas ainda precisam fazer melhor o dever de casa. De acordo com a pesquisa Workforce Mindset Study, da Alight Solutions, apenas um em cada dez funcionários afirma que sua experiência de empregado excede significativamente suas expectativas, e apenas 38% consideram essa vivência “impressionante” ou “ótima”.

A boa notícia é que o trabalho em colaboração com as máquinas,pode facilitar nessa gestão de talentos do futuro. A inteligência artificial (IA), por exemplo, já é fundamental na primeira parte desse processo: recrutamento e seleção dos talentos. A IA ajuda em processos automáticos da entrevista, como agendamento, comunicados com os candidatos e verificação de referências, idiomas e soft e hard skills, o que alivia os recrutadores de tarefas tradicionalmente manuais.

As máquinas também podem auxiliar gestores de RH e líderes em outros indicadores essenciais no processo de gerenciamento de talentos. Eles são altamente eficazes e incluem:

  • Compreensão clara das estratégias de negócios atuais e futuras da organização;
  • Identificação das principais lacunas entre o talento existente e o necessário para impulsionar o sucesso do negócio;
  • Decisões precisas de contratação e promoção integradas aos planos estratégicos e de negócios da organização;
  • Conexão de metas individuais e de equipe às metas corporativas e fornecimento de expectativas e comentários claros para gerenciar o desempenho;
  • Medição da eficácia da força de trabalho após a contratação;
  • Mapeamento e monitoramento da carreira dos colaboradores, observando oportunidades de crescimento na organização e possível suporte da empresa para adquiri skills necessários aos novos desafios.