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A captação de candidatos da era moderna deve ir além dos questionamentos de perfil da vaga, precisa conter também o modelo de contratação, fixo ou temporário

A captação de candidatos passa por muitos dilemas e quebras de paradigma. Veja, a lógica de bater o ponto diariamente e cumprir um horário fixo em uma empresa vem perdendo força, seja pela flexibilidade exigida pela função ou por vontade dos próprios colaboradores. Com a hiperconectividade, organizações e pessoas não veem mais sentido em seguir regras rígidas de trabalho. O relógio de ponto dá lugar ao comprometimento e o escritório pode ficar em qualquer lugar. Até a famigerada CLT, outrora o sonho de todo trabalhador, perdeu o seu brilho. Muitos profissionais preferem, hoje, atuar como autônomos.

Com as novas fronteiras do trabalho, não basta mais pensar apenas no perfil ideal para a vaga, a área de R&S tem de questionar também qual o melhor modelo de contratação para a função: CLT ou freelancer?

Números sobre o mercado freelancer

Um estudo recente da Upwork e da Freelancers Union revelou que 36% da força de trabalho dos Estados Unidos é agora freelancer e quase metade da geração do milênio atua como autônoma. O relatório prevê ainda que, em 2027, a maioria dos trabalhadores americanos fará a transição para o perfil freelancer.

No Brasil, o movimento não é lá muito diferente. Ao longo de mais de quatro anos, o país se viu em uma crise econômica que jogou milhões de brasileiros para fora do mercado de trabalho formal. E isso trouxe consequências. Muitos acabaram sendo empurrados para a informalidade. Analistas financeiros passaram a ser fotógrafos; secretárias bilíngue, a dar aulas de inglês e, assim por diante. O resultado dessa onda foi o crescimento do trabalho freelancer, uma moda que veio para ficar, a julgar pelos últimos levantamentos.

De acordo com a pesquisa Mercado Freelancer 2017, conduzida com 9.500 profissionais de diversos segmentos, 77,3% dos brasileiros já atuam como freelancers. Desses, 37,1% vivem exclusivamente de atividade autônoma. A área mais procurada pelos aspirantes a freela é a de produção de conteúdo, com 36,1%, seguida pelo marketing digital (24%).

Devo contratar um funcionário ou um autônomo?

Esse é um dos novos desafios da área de R&S: lidar com indicadores do mercado e da própria organização para saber qual dos dois modelos seguir. Separamos, abaixo, alguns dos questionamentos a serem feitos pelos recrutadores antes de baterem o martelo sobre se a vaga deve ser suprida por um colaborador ou um freelancer:

Quanto trabalho precisa ser feito?

Digamos que a equipe de engenheiros da sua empresa está atolada de funções e eles clamam por mais um colaborador para ajudá-los. Cuidado! Muitas equipes superestimam as tarefas. Portanto, é preciso mensurar se há serviço suficiente para sustentar um funcionário em tempo integral por um longo período, ou se só é necessário alguém para atuar em tempo integral em projetos específicos.

Se trabalho é o que não falta na área de engenheira, não hesite: retenha o talento dentro da empresa chamando-o para ser colaborador. Agora, se há promessa de mais projetos, contudo nada foi concretizado, opte pela contratação do freelancer.

Você tem tempo para treinar um novo funcionário?

Se a função exige treinamentos específicos e está difícil encontrar no mercado o profissional com todas as qualificações, lembre-se que você terá de treinar essa pessoa. Neste caso, a organização precisará investir tempo e dinheiro no candidato até que ele se adeque aos requisitos da corporação e da vaga. É necessário levar em consideração quanto tempo há para treinar um novo funcionário e se realmente esse seria o melhor dos mundos para a organização.

Se quiser investir em um novo colaborador e estabelecer um relacionamento de longo prazo com o empregador, o ideal seria contratar um funcionário. Mas se a ideia é ter um trabalhador para mergulhar e realizar projetos rapidamente e com pouco treinamento, um freelancer pode ser o mais adequado.

Qual é o orçamento para o seu trabalhador?

Um dos fatores decisivos na contratação de um trabalhador está relacionado às finanças da empresa. Ela tem recursos para garantir a contratação de um funcionário em tempo integral, ou contar com um freelancer faria mais sentido do ponto de vista financeiro? Lembre-se: a contratação de um funcionário assalariado aumenta as despesas, pois inclui o pagamento de férias, horas extras, aposentadoria e benefícios estendidos aos outros colaboradores da organização. Isso sem falar dos tributos em caso de demissão desse contratado.

Freelancers, por outro lado, podem ser pagos por hora ou por projeto, e não requerem outros benefícios. Como contratados independentes, são responsáveis por seus próprios benefícios médicos e odontológicos, férias etc. Mas ainda assim, você deve ver qual cenário se encaixa melhor dentro da sua empresa e budget. As duas opções têm suas vantagens.

Ficou curioso para saber mais sobre o tema? Fique atento aqui no blog do VAGAS for business. Em breve, vamos trazer mais posts exclusivos sobre o assunto, mostrando, na prática, como a área de R&S está lidando com esse questionamento.

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