Com o home office, as equipes estão se tornando mais autônomas. Saiba como conduzir isso com todos os perfis de profissionais

A pandemia do Covid-19 acelerou a transformação digital. Esta, por sua vez, acentuou um movimento que começava a ganhar força nas organizações: a autonomia dos funcionários. Em questão de dias, pessoas que eram acostumadas a atuar fisicamente, com chefes sempre presentes e os monitorando no escritório, tiveram de se virar nos 30 para atender as novas demandas sociais e do mercado de trabalho.

Diferentes perfis de profissionais

Para muitos, foi um choque ter de atuar no modelo remoto, de casa, e ainda por cima confinado, sem convívio social. Para outros, a ação #fiqueemcasa apenas solidificou o modelo de trabalho que eles já estavam acostumados a atuar. Há ainda o grupo do meio termo que não sabe se o home office é bom ou não para eles e para organização.

No relatório Um home office no fim do túnel , da agência BACKTOHUMANS, são descritos cinco perfis de profissionais, dos mais descolados aos mais apegados ao modelo de comando e controle. Seja um familiarizado e feliz com o home office ou um sem experiência, fato é que a maioria das empresas está tendo de conceder autonomia a todos os estilos de profissionais no modelo home office.

Como organizar a sua autonomia

Sem a supervisão, em alguns casos, quase que em tempo integral de superiores, os profissionais tiveram de organizar uma rotina de trabalho que atendesse aos princípios da produtividade. Aliás, esse é o principal mantra de gestões mais autônomas de trabalho “não importa onde, quando e como, mas precisa haver entregas”.

Antes das consequências do Covid-19, havia algumas organizações que não queriam nem ouvir falar da palavra autonomia. No artigo Trabalho remoto: do controle para a confiança , publicado na Época Negócios e de autoria do coach executivo Adriano Lima, é relatado esse conflito do modelo de gestão de comando e controle versus a gestão mais autônoma das Big Techs do Vale do Silício.

Havia também organizações mais avançadas que garantiam uma autonomia 100% para o colaborador e outras que mantinham apenas alguns rituais mais autônomos. Para algumas empresas, a autonomia significa que os funcionários deveriam definir seus próprios horários. Em outras organizações, autonomia significa que os funcionários podem decidir como seu trabalho deveria ser realizado.

Como engajar e empoderar colaboradores isolados

Não importa qual conceito estava sendo aplicado, agora, as empresas estão tendo de se livrar de algumas amarras forçadamente e conceder mais autonomia aos seus colaboradores.

Mas como fazer isso durante essa pandemia sem dar o recado errado para suas equipes? Veja aqui algumas sugestões que separamos para você.

Atribua tarefas claras e meça o desempenho

Os funcionários remotos tendem a ser mais produtivos, em parte porque seu trabalho é baseado em tarefas e não em seu tempo no escritório.

Muitos colaboradores que atuam fisicamente nos escritórios podem trabalhar mais devagar porque precisam permanecer no local de trabalho até um determinado horário; já os funcionários remotos são motivados a realizar seu trabalho rapidamente para que possam continuar seus dias em casa ou em outro lugar.

Portanto, é importante que os funcionários tenham um senso claro de direção sobre o que seu trabalho deve ser diariamente. Motive-os a fazer o melhor trabalho indicando tarefas e atribuições diretas e seja claro sobre o que é esperado do trabalho em termos de desempenho.

Cada funcionário deve ter uma imagem clara dos itens da agenda para a próxima semana, com um passo a passo de como eles serão entregues. Inclua ainda revisões ocasionais de desempenho por videoconferência se algum ajuste precisa ser feito.

Mostre que se importa

Uma maneira de garantir que os funcionários isolados pelo Covid-19 se sintam parte da equipe é criar relacionamentos pessoais com eles e estabelecer uma sensação de investimento em seu bem-estar.

Por exemplo: defina as videoconferências dentro de janelas de tempo que funcionem melhor de acordo com os horários dos colaboradores, para não atrapalhar a produção deles. Isso porque pesquisas indicam que é mais provável que os trabalhadores remotos tenham horários de sono diferentes, dependendo de serem mais produtivos de manhã, tarde ou à noite.

Eles perceberão como você incorporou as preferências deles às suas atribuições, o que pode despertar um senso recíproco de confiança, ponto fundamental para a produtividade.

Oriente seu negócio à missão da empresa

A chave para gerenciar e motivar uma força de trabalho remota é ter um negócio orientado à missão. Ela garante que todas as partes interessadas estejam alinhadas e apoiem a mesma visão, com uma cultura que reforça essa missão.

Se um funcionário acreditar sinceramente no que está trabalhando, sua motivação será natural, seja fora ou dentro do escritório.

Quer saber mais dicas sobre trabalho remoto? Confira, então, uma reportagem com dicas de segurança da informação no home office.