Veja como será o ambiente organizacional e quais competências serão necessárias na nova era

Nos últimos meses, a pandemia de Covid-19 alterou quase todos os aspectos da vida pessoal e profissional das pessoas. Nos próximos meses, a tendência é que a doença continue a interromper e transformar as rotinas de trabalho. Mas, como será o futuro do trabalho pós-pandemia? Seguiremos no modus operandis de antes do vírus ou manteremos algumas práticas adotadas durante o isolamento?

Neste artigo, analisaremos as cinco principais tendências do futuro do trabalho após o isolamento social:

  • Flexibilização das organizações
  • Trabalho remoto
  • Expansão do trabalho freelance
  • Lifelong Learning
  • Organizações mais humanas

Como será o futuro do trabalho pós-pandemia?

Como a pandemia redefiniu as principais tendências do trabalho, o RH precisa repensar as estratégias de planejamento, gerenciamento, desempenho e experiência da força de trabalho e dos funcionários.

Nesse contexto, é fundamental que líderes empresariais entendam que as mudanças estão transformando a maneira como pessoas trabalham e como os negócios são realizados. Quem responder com eficácia garantirá que sua organização se destaque em meio aos concorrentes.

Das cinco tendências do futuro do trabalho, algumas representam acelerações das mudanças já existentes, enquanto outras são consequências do isolamento social. Confira:

Flexibilização das organizações

Organizações e até a lei trabalhista brasileira tiveram de ser flexíveis diante dos desafios impostos pela pandemia.

A tendência é que as opções de trabalho flexíveis aumentem a produtividade de funcionários, ao mesmo tempo que atendam aos requisitos de saúde e segurança nos locais de trabalho.

Seja com home office integral, home office parcial, com flexibilização dos horários ou até redução da jornada, o fato é que as empresas precisarão adaptar regras, o que trará ganhos para todos os lados.

Na Nova Zelândia, por exemplo, a primeira ministra Jacinda Ardern planeja a redução dos dias trabalhados de cinco para quatro, como anunciou uma reportagem da BBC. Vale a pena destacar que Jacinda é reconhecida como uma das políticas que melhor conduziram sua nação durante a crise de covid-19.

Aumento do trabalho remoto

Uma pesquisa recente da Gartner mostrou que 48% dos funcionários trabalharão remotamente pelo menos em uma parte do tempo após a quarentena. O índice anterior era de 30%. Isso coloca o trabalho remoto como umas das tendências do futuro do trabalho pós-pandemia.

Antes mesmo da crise, muitas empresas já apostavam no home office e colhiam seus frutos. O relatório da ConnectSolutions destacou que 24% dos colaboradores remotos admitiram que o home office permitiu que executassem mais tarefas ao mesmo tempo em comparação ao trabalho no escritório.

Diante do ganho de produtividade e das melhorias na qualidade de vida dos funcionários, essa tendência permanecerá. Muitas empresas, inclusive, já divulgaram que suas equipes ficarão remotas por período indeterminado.

Expansão do trabalho terceirizado

A incerteza econômica da pandemia fez com que muitos trabalhadores perdessem seus empregos. Soma-se a isso à inovação tecnológica e às novas ferramentas de trabalho.

Essas mudanças moldaram novas gerações de profissionais que, ao invés de esperar que o mercado lhes ofereça uma resposta, buscam o modelo de contratação freelance. Assim, o que era somente um “bico” se tornou uma forma de trabalho duradoura.

A tendência é que a informalidade e a rapidez do serviço autônomo, especialmente nas áreas de comunicação e tecnologia, sejam cada vez mais visadas por empresas e profissionais.

Lifelong Learning

Já se foram os dias nos quais apenas o diploma de ensino médio ou universidade eram suficientes para mante-se ativo no mercado até a aposentadoria. O futuro do trabalho pós-pandemia não comporta mais pessoas que não reciclam conhecimentos.

Profissionais que pararam no tempo foram pegos de surpresa e tiveram de se adaptar à nova realidade digital.

Fato é que o lifelong learning – ou seja, o aprendizado constante – é uma tendência que já existia, porém que ficou ainda mais relevante com a pandemia.

Experiência do funcionário mais humanizada

Enquanto algumas organizações reconhecem a crise e priorizaram o bem-estar dos funcionários, outras pressionam seus colaboradores a trabalharem em condições de alto risco.

Devem ser cada vez mais visadas as relações entre indivíduo e organização, assim como entre organização e sociedade. Afinal, a forma como as empresas tratam seus funcionários tem mais impacto na marca empregadora e consumidora do que altos investimentos em Marketing.

Diante dessa abordagem, é essencial que as empresas observem o indivíduo, e não o coletivo. Como observado, Covid-19 reforçou a convicção de que as preocupações humanas não estão separadas dos avanços tecnológicos, mas são essenciais para capturar todo o valor das inovações.

Quer comparar as tendências de antes e pós-pandemia? Então, dá uma olhadinha no material que preparamos no começo do ano com os trends de RH para 2020.