Entenda porque o foco na estratégia ainda é o maior desafio dos Recursos Humanos

Assumir o papel estratégico é o principal desafio dos Recursos Humanos nas empresas. Cabe ao RH, afinal, a responsabilidade de buscar, formar e manter equipes e líderes engajados e comprometidos com o resultado final das companhias.

Essa atuação, que vem ganhando peso nos últimos anos, traz uma enorme gama de desafios para a área. Destacamos alguns tópicos que merecem sua atenção.

Desafio do RH se tornar estratégico

RH estratégico é aquele que busca maneiras de fazer os recursos humanos causarem impacto direto no crescimento da empresa.

No seu novo papel, ele deve se responsabilizar não apenas pelo desenvolvimento e pela retenção de pessoas, mas também pelo aumento da produtividade e do engajamento dos funcionários com a estratégia da empresa. Tudo é pensado para atender as necessidades de longo prazo da companhia.

Para tanto, o novo RH trabalha em parceria com novas tecnologias, apoia muitas de suas decisões em dados e se preocupa em melhorar a experiência do funcionário e a marca da empresa como empregadora.

Prova disso é que o estudo The New CHRO Agenda: Employee Experiences Drive Business Value, que ouviu 500 CHROs em diversas regiões do mundo todo, aponta que 83% dos CHROs acreditam que a experiência do funcionário seja determinante para o sucesso da organização.

O levantamento aponta ainda que 57% dos entrevistados afirmam que o RH agora é um impulsionador da transformação digital. E tem mais: 66% deles acreditam que a tecnologia que oferece experiências mais personalizadas, preditivas e integradas aos funcionários também gera ganhos de produtividade quantificáveis em toda a empresa.

O desafio dos Recursos Humanos também visa coletar, analisar e fornecer dados sobre pessoas que podem apoiar decisões de negócios. Da mesma forma, utiliza essas informações para procurar talentos no mercado, conhecer necessidades e fraquezas de colaboradores, identificar melhores performances e encontrar formas eficientes de comunicação.

É esse RH – chamado muitas vezes de RH de alto impacto – que ajuda a empresa a ganhar agilidade para se adaptar ao mercado, acelerar a criação de novos produtos ou serviços, operar com mais eficiência de custos e obter vantagens sobre a concorrência.

Novas competências

Para formar e organizar equipes comprometidas com os resultados das empresas, é natural que o RH sinta a necessidade de desenvolver novas competências.

Para começar, é imperativo que ele compreenda os objetivos de negócios e trabalhe em parceria com as áreas de produção, vendas, financeiro e qualidade, sabendo quais são suas metas e como está a sua entrega. O novo RH também deve conhecer os clientes da empresa, o custo dos produtos, as estratégias de vendas.

Entre as novas competências, que devem ser demandadas, estão ainda algumas bastante ligadas a sistemas automatizados, como inteligência artificial e robótica. Definitivamente, o RH não será poupado dessas tendências e quem se preparar primeiro para ela deve entregar valor mais rapidamente à empresa.

Design thinking, outro termo que aparentemente estava distante da mesa do RH, também está cada vez mais próximo. É importante conhecer e (se possível) aplicar a abordagem, que busca soluções de forma coletiva e colaborativa.

Capacidades ligadas a Big Data e People Analytics também devem ser cada vez mais demandadas do RH. É preciso saber extrair informações valiosas para os negócios dos dados que você tem sobre as pessoas. Isso inclui a habilidade de lidar com números – e interpretá-los.  

Para completar a lista, vale destacar competências ligadas a employer branding, gerenciamento de stakeholders, consultoria, diversidade e inclusão. E tudo isso deve ser apenas o ponto de partida dessa transformação de perfil.