No Brasil, apenas 3% dos funcionários negros atingem cargos de comando. Veja como transformar esse cenário

Que a diversidade faz a diferença nas empresas não é mais novidade. Mas qual é o status dos funcionários negros na sua companhia? Há investimento em pluralidade e inclusão? Se esse assunto interessa a você, siga nosso artigo para implantar ou acelerar esse processo.

Ampla desigualdade

Apesar dos avanços vistos nos últimos anos, as companhias brasileiras ainda têm muito o que fazer quando nos referimos à inserção, reconhecimento e protagonismo de funcionários negros.

De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), menos de 3% de mulheres e homens negros alcançam cargos de diretoria ou gerência no país.

Essa realidade sombria também é vista nos Estados Unidos, onde apenas 3,2% dos cargos executivos ou de liderança sênior são ocupados por pretos. E isso não tem nada a ver com a falta de talentos qualificados entre essa população.

As empresas é que não estão tomando as medidas necessárias para encontrá-los nem adotando práticas de contratação justas e equitativas, como deixa claro o artigo “Empower black employees by investing in their growth”.

A falha em preparar funcionários negros para cargos de liderança resultará na saída ou desengajamento deles. Vale lembrar ainda que isso pode ter impacto na reputação da empresa, dificultando consequentemente em futuros recrutamentos.

Funcionários negros – hora de virar o jogo

Se as organizações querem levar a sério a equidade racial, precisam tratar essa questão como qualquer outra métrica de negócios. Ou seja: é hora de investir no crescimento de funcionários negros com programas de gestão.

Na Greenhouse, empresa norte-americana de software de recrutamento, por exemplo, um dos objetivos é aumentar as oportunidades de mentoria, patrocínio e crescimento. Sendo assim, desenvolveu com a ajuda de empresas parceiras, um programa para aprimorar as capacidades dos líderes negros existentes e apoiar sua progressão contínua na carreira.

O programa criou um ambiente produtivo para que funcionários negros identificassem seus desafios de carreira e construíssem etapas para superá-los. O resultado vem sendo bem positivo. Os profissionais estão aprimorando sua mentalidade e habilidades, como estratégia de negócios, preços e operações.

Bons exemplos tupiniquins

Também podemos fazer menções honrosas a empresas situadas em território nacional. A agência Wunderman Thompson Brasil, por exemplo, lançou um programa interno de Aceleração de Lideranças Negras, que promete melhorar o cenário no setor de publicidade e propaganda.

E a Magazine Luiza causou enorme repercussão por aqui, em 2020, com seu programa de trainees exclusivo para negros. Na primeira edição, mais de 22 mil candidatos se inscreveram. Em 2021, a empresa continuou com a iniciativa oferecendo salários de R$ 6,8 mil mais benefícios. Nada mal para o atual cenário nacional.

Celebre as datas

Há atitudes que parecem pequenas, mas que podem ter grande impacto em seus funcionários negros. Que tal celebrar o Dia da Consciência Negra? Ou melhor planejar ao longo do Mês da Consciência Negra ações de empoderamento?

A Greenhouse construiu uma estratégia que vale a pena ser copiada. Antes, é importante mencionar que a companhia conta com um núcleo voltado para a comunidade negra, a Blackhouse. Durante o Black History Month, o grupo desenvolveu um programa para envolver, educar e inspirar dedicado à saúde e bem-estar.

Por meio de palestras, oficinas e experiências, como coaching, terapia e meditação, os funcionários negros puderam aprender mais sobre suas mentes, corpos e vida financeira. Nem é preciso frisar que bem-estar refletem em sensação de pertencimento e produtividade, não é?

Quer ler mais sobre o assunto? Então veja como apoiar mulheres negras no trabalho. E se a pauta é diversidade, acompanhe também este artigo sobre como tornar sua empresa mais inclusiva para a comunidade LGBTQI+.