Acompanhe sugestões para driblar as dificuldades do mundo pós-pandemia

O universo do trabalho já estava passando por diversas mudanças até ser transformado definitivamente em 2020. O coronavírus balançou todas as estruturas nos quatro cantos do planeta, e, agora, empresas e profissionais refletem sobre a adaptação neste mundo pós-pandemia.

O home office deve continuar? Vale a pena trazer todos os times de volta para o escritório? Que tal tentar o modelo híbrido? Essas e outras perguntas rondam a cabeça de líderes de empresas grandes e pequenas de norte a sul do globo.

Seja, então, bem-vindo a esse debate. Após tantos choques e reestruturações, queremos com este artigo trazer projeções e caminhos animadores para o mundo pós-pandemia.

Compreensão do mundo pós-pandemia em primeiro lugar

Para tomar grandes decisões e traçar estratégias, é preciso, antes de mais nada, entender o cenário atual. E nem pense em olhar para trás em busca de alternativas. Vivemos em um novo universo construído em meio ao caos.

O fato é que a saúde mental dos profissionais foi muito afetada desde março de 2020 e as expectativas de hoje sobre o trabalho são outras. A visão de emprego foi completamente transformada neste mundo pós-pandemia. E se você achava que isso não passava de impressão, acompanhe os números.

Estudo realizado pela consultoria empresarial norte-americana McKinsey e apresentado no artigo “Great Attrition or Great Attraction? The choice is yours”  aponta que de abril a setembro de 2021, mais de 15 milhões de funcionários pediram demissão de seus postos de trabalho nos Estados Unidos.

A saída em massa já ganhou o nome de “Grande Atrito” e configura um triste recorde ainda longe de ser compreendido pelas empresas. Com políticas até bem-intencionadas, as companhias tentam manter os funcionários com aumentos de salário ou bônus de agradecimento. No entanto, sem ações para fortalecer os vínculos dos profissionais com seus líderes e colegas de time, o resultado não tem sido nada bom.

No estudo da McKinsey, 40% dos entrevistados (em cinco países: Austrália, Canadá, Cingapura, Reino Unido e Estados Unidos) revelaram que pensam em deixar o trabalho atual nos próximos 6 meses. Outros 18% estão convictos de que abandonarão o barco.
O alerta vermelho é geral e as companhias tentam reverter o quadro. E o que fazer para transformar o atrito em atração? Veremos…

Um novo olhar para o novo cenário do mundo pós-pandemia

A visão sobre o mercado de trabalho mudou, as expectativas são outras. E tudo indica que essas “novidades” continuarão ainda por um bom tempo. Portanto, líderes, é necessário fazer uma pausa antes de decidir os próximos passos da sua empresa.

E aqui é importante incluir os funcionários no processo. Conheça as opiniões deles para estruturar novas soluções. Infelizmente, ao observar o turnover elevado, parece que esse não tem sido o padrão adotado. Fica a dica!

Faça um diagnóstico

Se você não sabe por onde começar, chegou a hora de fazer perguntas e analisar a situação da empresa. Confira os pontos principais a serem avaliados:

Adeus aos líderes tóxicos

Avalie seus gestores. Se eles não colaboram para um ambiente sadio, no qual os funcionários se sintam valorizados, é hora de repensar. Contar com o apoio de líderes inspiradores e empáticos é fundamental neste momento.

Tenha pessoas certas nos locais certos

Analise com parcimônia seus times. Há profissionais competentes? Eles estão atuando na área correta? Leve isso em consideração principalmente com relação aos líderes. Em ambientes híbridos de trabalho, é importante ter liderança com empatia. Pense em treinamento e capacitação se for necessário.

Construa uma cultura forte o suficiente

Como era sua cultural organizacional antes da pandemia? Pense nisso com carinho. Muitos executivos enxergam o retorno ao escritório como uma redenção, retomando ao ponto em que estavam antes do home office e colocando fim às preocupações com comunicação ou conectividade.

Entretanto, o retorno completo ao escritório não deve acontecer simplesmente porque os diretores querem. Obviamente, as necessidades dos funcionários devem ser consideradas. Saiba que quaisquer fraquezas organizacionais anteriores agora serão ampliadas e que os profissionais terão pouca tolerância para um retorno a um status quo de que não gostavam antes.

Vá além da questão financeira

Como é a experiência de trabalhar na sua companhia? Se sua única resposta ao atrito é propor um aumento salarial, você está dizendo (ainda que inconscientemente) aos seus funcionários que seu relacionamento com eles é transacional e que a maior razão para eles continuarem trabalhando com você é o dinheiro.

Lembre-se de que seus melhores funcionários receberão outras ofertas em dinheiro dos concorrentes e tente avaliar individual e coletivamente como reter seus talentos.

Ofereça benefícios alinhados com prioridades

Estacionamento gratuito ou desconto em academia de ginástica não são mais suficientes. A McKinsey descobriu com seu estudo que 45% dos profissionais que deixaram seus empregos tinham os cuidados com a família como fator influente em sua decisão. Portanto, prepare-se para expandir creches locais, serviços de enfermagem ou outros benefícios voltados para o lar e a família.

Invista em planos de carreira

Os funcionários desejam reconhecimento e desenvolvimento. Encontre maneiras de recompensar as pessoas, promovendo-as não apenas para novas funções, mas também para níveis adicionais dentro das funções existentes. Essa é uma maneira pela qual as empresas podem recompensar as pessoas por um bom trabalho com mais rapidez. A Waffle House, por exemplo, oferece três níveis para posições de grelha – o que em outras empresas é apenas uma função.

Crie um senso de comunidade

Considere as necessidades dos profissionais, ao mesmo tempo, em que fortalece o sentimento de pertencimento à empresa. Um exemplo bastante interessante que pode ser seguido é enviar pacotes temáticos de “staycation” (com noite de cinema com pipoca e cartão-presente; noite de jogos para a família com snacks; ou dia de spa virtual completo com máscaras faciais, chá e chocolate) aos funcionários com filhos pequenos não vacinados que podem se sentir inseguros em grandes reuniões pessoais.

Outra ideia é criar um canal para postar fotos e histórias, incentivando os funcionários a compartilharem essas experiências, ou ainda enviar cartões-presente de café para aqueles que se inscreveram para participar de “bate-papos” individuais com funcionários que não conhecem. Isso amplia o engajamento entre os times e impacta também a produtividade.

Que tal saber mais sobre as transformações e tendências que chegaram em 2020 e prometem permanecer? É só ficar ligado no nosso blog. Temos diversos conteúdos sobre o assunto, como as tendências do trabalho híbrido e motivos para manter as entrevistas online após a pandemia. Confira!