Saiba tudo sobre a carreira em Y, que beneficia tanto o empregado quanto o empregador ao focar nas habilidades pessoais do profissional

Os planos de carreira mais tradicionais estão perdendo espaço para aqueles que valorizam os perfis dos profissionais, como a carreira em Y. Nesse modelo, o colaborador opta por um direcionamento profissional de acordo com as suas habilidades, sejam gerenciais ou técnicas, e será valorizado igualmente independente de sua escolha.

Para definir qual é o melhor caminho a ser seguido por esse profissional, ele deve identificar as suas qualidades e seus objetivos profissionais. Por outro lado, também cabe ao RH direcionar as oportunidades para que ambos saiam ganhando, tanto a empresa quanto o colaborador.

Continue a leitura e saiba mais sobre o plano de carreira em Y, como as suas vantagens e como ser aplicado, e descubra se ele é o melhor para a sua empresa.

O que é carreira em Y na empresa?

Esse modelo traça três panoramas da carreira de um profissional. O primeiro – representado na linha que é a base da letra Y – é o caminho mais tradicional, no qual ele cresce conforme adquire mais experiência e tempo de empresa.

No entanto, ao alcançar certa senioridade, esse profissional se vê diante de duas possibilidades: se tornar um especialista ou um generalista, indicada como a bifurcação do Y.

Como funciona a carreira em Y?

Na carreira em Y, o profissional escolhe um dos direcionamentos e permanece nele ao longo de sua vida profissional, sem transitar. São eles:

Generalista

Apesar de precisar de certo conhecimento técnico, esse profissional tem um perfil gerencial, trabalha diretamente com pessoas e impacta suas vidas, até mesmo fora do âmbito profissional.

Desse modo, é importante que ele seja paciente e abrace a responsabilidade de manter a sua equipe engajada e sincronizada para alcançar resultados. Esses líderes geralmente ocupam cargos de coordenador, supervisor, gerente, diretor e presidente de uma organização.

Especialista

Este caminho exige bastante conhecimento técnico e prático do profissional, além de alta capacidade analítica, de aprendizagem e foco na execução. Ao contrário do perfil anterior, este trabalha de maneira mais autônoma e tende a ser o único responsável pelas entregas. O especialista atua no desenvolvimento de produtos, comanda pesquisas e pode ser reconhecido como consultor ou conselheiro, por exemplo.

Diferenças entre os modelos de carreira

A carreira em linha é a mais tradicional e, como o próprio nome já diz, o profissional cresce na empresa de maneira hierárquica, ela é a base de um plano de carreira em Y. Um exemplo de carreira linear é quando o colaborador inicia sua jornada como estagiário ou em um cargo operacional e, após anos na mesma organização, alcança altos cargos de liderança.

Já a carreira em W oferece mais uma possibilidade além das que aparecem no modelo em Y, o perfil de líder de projetos. Esse profissional é multifuncional, ele transita entre os perfis generalista e especialista, desse modo, trabalha seu lado mais técnico nas tarefas rotineiras e, em paralelo, coordena equipes temporárias em projetos especiais.

Quem deve optar pela carreira em Y?

Geralmente, quem opta por esse modelo é um profissional inovador, mas que não têm habilidade com pessoas e não almeja um cargo de liderança. Para o especialista, a carreira em Y é uma oportunidade de crescer profissionalmente, ter autonomia, ser reconhecido e bem remunerado fazendo o que gosta – mesmo não tendo um perfil gerencial.

Quais são as vantagens para empresa?

À medida que o colaborador exerce funções com as quais tem mais afinidade, ele atinge um nível maior de produtividade, o que faz toda a diferença para os resultados da empresa. Alocar o profissional corretamente também evita o turnover e, consequentemente, perdas financeiras e de desempenho para a organização.

Além disso, o modelo de carreira em Y permite que a empresa equipare salários e valorize seus profissionais que são destaque, independente de seu perfil, o que colabora para a retenção de talentos e para uma boa imagem no mundo corporativo.

Colaboradores motivados e engajados reduzem expressivamente os problemas com recursos humanos, e ter uma equipe altamente especializada aumenta a participação da empresa no mercado, já que, graças a ela, surgem novos processos e produtos competitivos.

Quais as desvantagens da carreira em Y?

No entanto, esse plano de carreira também expõe a empresa a algumas desvantagens, ela pode, por exemplo, enfrentar dificuldades para encontrar profissionais com perfis bem definidos como especialista ou generalista.

Outros pontos são a possível falta de interação entre esses colaboradores de eixos diferentes, que pode causar problemas de comunicação ou atritos, e o risco dos gestores não desenvolverem os conhecimentos técnicos necessários, já que eles passam a focar mais no gerenciamento de suas equipes e colocam menos a mão na massa.

Quais as vantagens para o colaborador?

O principal benefício desse modelo de carreira para o profissional é justamente o fato dele poder focar em suas competências e ser devidamente reconhecido por isso. Desse modo, o colaborador tende a aprimorar ainda mais o seu conhecimento, o que favorece o seu desenvolvimento profissional e, consequentemente, aumenta o seu valor de mercado.

Como implementar o plano de carreira em Y?

Conheça a empresa

O primeiro passo para implementar um plano de carreira em Y na empresa é estudar a sua estrutura, a sua hierarquia e entender qual será o nível de impacto dessa mudança.

Analise os cargos

Também é importante analisar a distribuição atual dos colaboradores, para assim entender quais cargos passariam por mudanças e quais seriam criados.

Detalhe as novas posições

Estruture as novas versões dos cargos detalhadamente, com as competências necessárias para ocupá-los, os profissionais ideais para eles (generalista ou especialista), os pacotes de benefícios – que devem ser equiparados para ambos perfis – e até os critérios de avaliação que serão utilizados, por exemplo.

Oficialize o plano

A implementação do novo modelo de carreira deve ser documentada. Também é importante que a empresa comunique todos os funcionários sobre a existência desse novo plano e os motive a adotá-lo.

Identifique os perfis

O RH deve estar atento aos perfis dos colaboradores e guiá-los diante desse novo plano, no entanto, o profissional deve fazer suas escolhas baseado em suas preferências, suas habilidades e em seus objetivos para a sua carreira.

Mantenha a comunicação

Inicie o plano de carreira e assegure que ele esteja alinhado à cultura organizacional. Determine metas para a progressão do profissional e crie uma rotina de feedbacks para ter certeza de que seus interesses caminham no mesmo sentido dos interesses da empresa.